Acordo permitirá a realização de pesquisas conjuntas e o intercâmbio de estudantes e professores entre as instituições

Autoria Tote Nunes
Edição de imagem Alex Calixto
Fotografia Lúcio Camargo
Os reitores Paulo Cesar Montagner, da Unicamp, e Zhou Zhongrong, da Universidade Politécnica de Macau (UPM), assinaram, na manhã desta quinta-feira (24), um acordo que permitirá a realização de pesquisas conjuntas e o intercâmbio de estudantes e professores entre as instituições. Zhongrong disse que Macau pretende fortalecer as relações com países de língua portuguesa e avalia que a Unicamp pode ajudar neste processo. Por mais de quatro séculos, Macau esteve sob administração portuguesa. Desde 1999, está sob soberania da China, mas adotou princípio que garante autonomia legislativa, judicial e econômica.
A UPM tem feito movimento semelhante com a Universidade de Coimbra, em Portugal, e Zhongrong sugeriu a formalização de um acordo envolvendo as três universidades. “A Universidade de Coimbra é nossa maior parceira em Portugal. Queremos que a Unicamp seja nossa maior parceira no Brasil. Seria ótimo se pudéssemos fazer um acordo triangular”, disse ele.



A Universidade de Macau tem interesse na realização de pesquisas conjuntas em diversas áreas
O professor Joaquim Carvalho – que tem ligações com a Universidade de Coimbra – é vice-diretor da Faculdade de Línguas e Tradução da UPM e integrou a comitiva da universidade asiática na visita à Unicamp.
Segundo Zhongrong, a UPM tem interesse na realização de pesquisas conjuntas em diversas áreas – nas engenharias, na Administração Pública, nos esportes e na área cultural. Quer, ainda, ampliar o intercâmbio de professores e estudantes, além de formalizar acordos como o de dupla titulação. De acordo com o reitor, a UPM tem cerca de 10 mil estudantes e hoje é a segunda universidade do país.
Montagner defendeu o estabelecimento de acordos com a UPM. “Temos visto um crescimento exponencial do interesse de universidades chinesas pelo Brasil. Mas o que mais me impressionou foi o quanto eles estudaram a Unicamp. Sentiram nosso potencial e estão propondo acordos não apenas em pesquisas em áreas técnicas, mas também nos setores de cultura e no estudo de línguas”, disse Montagner. “Além do mais, isso nos coloca como sendo a conexão deles com a América Latina. Fiquei muito feliz com isso”, acrescentou. “Tenho a impressão de que estamos iniciando um processo de longa duração. E tomara que seja assim”, concluiu.
A Pró-Reitora de Esporte, Extensão e Cultura, Sylvia Furegatti, participou do encontro e sugeriu a atualização de projetos que estão em vigor – como os de traduções – e novas possibilidades de convênio na área da extensão.

Responsável pela Diretoria Executiva de Relações Internacionais (Deri), Rafael Dias lembrou que a Unicamp “tem laços profundos com os chineses” e, por conta disso, “esperamos trocar experiências, que podem ser benéficas para os dois países”.
A diretora da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp, Milena Pavan, disse ver com otimismo a possibilidade de novos acordos com a UPM. “Vejo muito claramente possibilidades de colaborações. É de nosso interesse trabalhar em áreas como a da Administração Pública e em acordos como o intercâmbio de estudantes e em programas de duplo diploma”, disse ela.
A pós-doutoranda do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Tatiana Gabas participou do encontro por vídeochamada e defendeu acordos na área de línguas.
A comitiva da UPM contou também com a presença do diretor da Faculdade de Línguas e Tradução, Gaspar Zhang.
Postagem Original: Portal da Unicamp