Autoria: Letícia Suzane Araújo

A Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI) da Unicamp realizou, no dia 24 de junho, o “Dia de África: Epicentro do Conhecimento”, iniciativa que reuniu a comunidade universitária para refletir sobre a riqueza dos saberes, das culturas, da ciência e das contribuições africanas para a construção do conhecimento em escala global.
Realizado na Biblioteca Central César Lattes (BCCL) e na Casa do Lago, o evento contou com conferência de abertura, mesas-redondas, mostra de cinema, exposição de materiais acadêmicos e artísticos, feira de livros e atividades culturais, promovendo o diálogo entre diferentes perspectivas sobre o continente africano e suas relações históricas, culturais e acadêmicas com o Brasil.
A programação teve início com uma mesa de abertura, seguida da conferência ministrada pela Dra. Alessandra Ribeiro, gestora da Casa de Cultura Fazenda Roseira, Mestra da Comunidade Jongo Dito Ribeiro, historiadora e doutora em Urbanismo. Em sua apresentação, a palestrante abordou aspectos históricos e culturais relacionados às matrizes africanas e afro-brasileiras, destacando a importância da valorização desses saberes na construção de uma sociedade mais diversa e inclusiva.
Ao longo do dia, três mesas-redondas reuniram docentes, pesquisadores, estudantes e representantes da universidade para discutir diferentes dimensões do continente africano.
A primeira mesa, “Unicidade x Mosaico”, promoveu uma reflexão sobre a diversidade de povos, culturas, línguas e trajetórias históricas da África, ao mesmo tempo em que discutiu os elementos que contribuem para a construção de um sentimento de pertencimento e solidariedade entre os países do continente.
Na sequência, a mesa “África, epicentro do conhecimento” ressaltou o protagonismo africano na produção, circulação e renovação de conhecimentos científicos, filosóficos, tecnológicos, artísticos e culturais, reconhecendo tanto o legado histórico quanto a relevância contemporânea das universidades, centros de pesquisa e intelectuais africanos.
Encerrando os debates, a mesa “Cultura e ancestralidade africana e afro-brasileira” destacou os vínculos históricos e simbólicos entre a África e o Brasil, evidenciando como as heranças africanas permanecem presentes na língua, na música, na religiosidade, na culinária, nas artes e em diversas manifestações culturais que compõem a identidade brasileira.
Além das discussões acadêmicas, a programação contou com uma exposição de materiais acadêmicos e artísticos, a feira de livros da Editora da Unicamp, e uma vivência em jongo conduzida pela Comunidade Jongo Dito Ribeiro. A atividade proporcionou aos participantes uma experiência de canto, dança e percussão, valorizando essa manifestação afro-brasileira como expressão de resistência, memória e fortalecimento coletivo.
